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Grande parte do meio milhão de escravos foi do oeste da África para os Estados do Sul dos Estados Unidos. Ao chegarem, escravos da mesma tribo eram separados. Além disso, foram proibidos de utilizar tambores e instrumentos de sopro que fizessem muito barulho. Tudo isso, para evitar a comunicação entre eles, sob a forma de mensagens codificadas e, consequentemente, tentativas de fuga e revoltas.

O que acabou acontecendo é que muitos acabaram criando instrumentos com materiais disponíveis. E os próprios donos das plantações incentivaram o canto como forma de manter a “motivação” dos grupos de escravos. Com isso, a música africana acabou se tornando funcional para o trabalho e os ritos.

O improviso que ganhou o mundo

Além disso, o mesmo ritmo africano acabou sendo adaptado aos instrumentos europeus. Nas igrejas segregadas dos negros surgiram os spirituals, canções africanas sem a percussão, que deram origem ao blues, sua versão secular. E, de forma impressionante, o ritmo dos tambores foi transferido para o piano. Era o ragtime, uma marcha com acompanhamento politônico, feito com outra mão ou um segundo pianista, um ritmo tipicamente africano adaptado ao instrumento. O ragtime era tocado pelos negros e mestiços mais abastados, que tinham a educação musical formal. Os pobres ficavam com os blues.

Em New Orleans, nos tempos da colonização francesa e escravidão, usavam-se bandas marciais que tocavam marchas em ocasiões como o Mardi Gras (uma espécie de carnaval local) e velórios. Quando os negros foram libertados, tomaram parte na celebração com os mesmos instrumentos, o que ficou conhecido como as brass bands. Nessas ocasiões, os adeptos do blues e do ragtime se encontravam. Alguns seguiam a partitura, e os que não sabiam se viravam. Era o nascimento do improviso, uma das características definidoras do jazz.

A partir daí, o jazz não parou mais de incorporar novos elementos e gerar novos estilos. Conquistando respeito e se espalhando por todo o planeta.

Assim, no Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, data em que lembramos a luta do negro contra a escravidão, é com grande orgulho que realizamos um festival que ajuda a difundir ainda mais esta manifestação artístico-cultural, surgida como modo de resistência em uma das regiões mais pobres do mundo e que hoje é considerada a “música do mundo”.

Fontes:

http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/origens-jazz-800642.shtml

https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2011/05/14/origem-do-jazz/


 

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